segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Crânio deformado de 1,5 mil anos intriga cientistas

Um grupo de arqueólogos franceses fazia uma escavação em uma necrópole de 7,5 hectares na região da Alsácia, na França, quando se deparou com um achado raro: um crânio com uma deformação alongada, com mais de 1.500 anos de idade. A descoberta intensificou os trabalhos de exploração, que conduziram a outros inúmeros artefatos, restos humanos e de animais, em um cemitério do período merovíngio, que durou do século V ao VIII.

De acordo com os especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Arqueológicas Preventivas (Inrap, na sigla em francês), o crânio alongado de um adolescente é resultado de uma prática conhecida como "deformação craniana", realizada por culturas meso-americancans e por antigas sociedades da Europa, África, Ásia e América do Sul. A deformação craniana era praticada em bebês, aproveitando a flexibilidade dos seus ossos. A cabeça da criança era colocada entre peças de madeiras, que eram atadas. A estrutura servia como molde para dar o formato alongado à cabeça.

Os pesquisadores acreditam que esta era uma maneira de identificar facilmente quem pertencia à elite social. Esta hipótese corresponde ao local em que o crânio foi encontrado: um cemitério destinado a indivíduos da alta sociedade. Junto aos corpos, foram achados espelhos de prata, alfinetes de ouro, contas de âmbar e outros objetos de luxo.


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